Insônia
Suas preocupações de lhe impediam o sono naquela noite, Kale não conseguia parar de pensar na irmãzinha perdida na mata. Não poderia fazer isso as cegas a essa hora da noite, especialmente depois de ter ouvido aquele som pavoroso que lhe causava arrepios.
As primeiras horas da madrugada foram gastas escrevendo de forma fervorosa em um pequeno caderno de anotações com capa de pele de cobra, o garoto ainda se lembrava com remorso o dia em que matou aquele animal. Após algum tempo ele cansou e deitou-se na rede, ficando muito tempo olhando pensativo para o teto enquanto se balançava devagar, adormecendo sem perceber. Em seu ele havia escrito um poema como um grito silencioso tentando expressar como se sentia:
Pegou na gaveta a faca que costumava usar para extrair ervas diariamente e se deparou com o facão que ganhou de presente quando era pequeno, não parecia mais tão pesado desde a última vez que se viu obrigado a usar aquilo. Tantas más recordações em um único objeto de uma época que ele não podia apenas dizer "não" e sair correndo.
-Pela Rachel... - ele pegou o facão com a mão esquerda e o levantou acima de sua cabeça, logo depois abaixando com um golpe rápido e preciso que acertou um coco que repousava sobre sua estante, o partindo no meio - ...eu faria qualquer coisa. - olhou para seu estrago com uma expressão triste e enrolou a lâmina em um pedaço de couro e a guardando em seguida - Quem sabe o que ela deve estar passando agora, em meio àquela mata escura e sombria. Não posso fraquejar por uma coisa tão boba.
As primeiras horas da madrugada foram gastas escrevendo de forma fervorosa em um pequeno caderno de anotações com capa de pele de cobra, o garoto ainda se lembrava com remorso o dia em que matou aquele animal. Após algum tempo ele cansou e deitou-se na rede, ficando muito tempo olhando pensativo para o teto enquanto se balançava devagar, adormecendo sem perceber. Em seu ele havia escrito um poema como um grito silencioso tentando expressar como se sentia:
Em meio àquela floresta
Vários olhos voltados a mim
E tudo que me resta
é continuar mesmo assim
Não há como parar
Muito menos como voltar
A lua iluminando-me o rosto
Enquanto a garota eu puxo a contragosto
Posso sentir seu fino pulso
Como se fosse quebrar em minhas mãos
Por um instante me sinto como um urso
Como se para meu pai inexistentes fossem os "nãos"
Não estava realmente bravo,
só preocupado
Não poderia perder o que para mim é precioso
Que era minha pequena irmã
Não poderia deixar se machucar
Aquela que eu podia sentir o osso
Mesmo meu pai a não se importar
Ao ouvir os primeiros pássaros cantarem em sua janela perto do amanhecer, tratou de levantar e arrumar-se para sair, vestiu uma jaqueta de pele de javali, calças de pele de coelho e botas feitas de pele de cobra, tudo que ele se enojava ter tirado a vida e que sua vizinha costurou.Pegou na gaveta a faca que costumava usar para extrair ervas diariamente e se deparou com o facão que ganhou de presente quando era pequeno, não parecia mais tão pesado desde a última vez que se viu obrigado a usar aquilo. Tantas más recordações em um único objeto de uma época que ele não podia apenas dizer "não" e sair correndo.
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Muito obrigada por ler até aqui, lhe vejo na próxima.
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